Notícias diárias e fatos da indústria de Energia e Gás downstream.

Perspectiva para dias melhores

O pior, o período de maior turbulência do início da pandemia, já passou. Me sinto confortável em dizer que 2021 será de maiores resultados

O ano de 2020 foi um verdadeiro teste, a duras penas, para os empresários. Nunca se ouviu tanto a necessidade de reinventar os negócios, como uma verdadeira lei de sobrevivência social e financeira devido a pandemia global de Covid-19. Nesse período de fim de ano em que, geralmente se faz uma avaliação do que passou e se estabelecem novas perspectivas, é impossível não considerar a interferência que todos os setores sofreram. Empresas precisaram se adaptar as mudanças, abrir precedentes jurídicos para contemplar novas modalidades e formatos de trabalho, a exemplo do remoto, aplicar uma reorganização de processos, rever o fluxo de caixa e o posicionamento estratégico.

Além das políticas institucionais reestruturadas, uma nova forma de consumo surgiu e mostrou a necessidade de organização da cadeia produtiva, um ciclo que para continuar em movimento, precisa estar alinhado. Nesse sentido, cito o desabastecimento de matéria prima que desacelerou 14 dos 19 segmentos da indústria, inclusive o de energia solar, pela falta do fornecimento de produtos como embalagens, papelão e vidro.

Visualizo que o pior, o período de maior turbulência do início da pandemia, já passou. Mas além dos efeitos negativos, qual o legado que deixará para os nossos negócios? Do ponto de vista do empresário e falando como tal, acredito que otimismo e capacidade de adaptação em cenários críticos são aprendizados fundamentais. Aptidão para o gerenciamento de crises, investimentos em inovação e não menos importante, gestão profissionalizada – equipe com boas pessoas, elas consequentemente serão profissionais abertos e dedicados para trabalharem pelo mesmo objetivo.

Me sinto confortável em dizer que o próximo ano, 2021 será de maiores resultados, contínua recuperação da economia, oferta de crédito e aumento da taxa de emprego. Com esse cenário positivo, recomendo também que os empresários continuem fazendo o dever de casa, repensando planejamentos de médio e longo prazo. Melhorando continuamente a produtividade e a eficiência nas suas empresas.

Considero muito importante fazer investimentos em automação e na digitalização dos processos bem como, investimentos na capacitação e no treinamento dos colaboradores. Acredito no modelo onde os empresários devam construir o futuro. Buscando diferentes alternativas e não esperando apenas medidas oficiais do governo para estimular seu crescimento.

As empresas que se sobressaem nas grandes dificuldades são as especialistas em seu negócio – players de mercado, que têm discernimento na tomada de decisões, visão ampla e de longo prazo, liderança humanizada e claro, boas perspectivas em dias melhores.

Gustavo Müller Martins é presidente do conselho de administração e presidente-executivo da Renovigi Energia Solar 

Leia também